terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Um dia qualquer de sol

(Fred e Mariana Paiva)

Hoje o sol cresceu no céu e eu vou para a Barra ou para o Recreio
Durante o percurso eu vejo o Rio verdadeiro
Com escadas estreitas que diferem a paisagem
Mesquitas pichadas que confirmam a mixagem

Fica tudo mais bonito quando é feito ao natural
A vida passa tão rápido, que para o mar todo mundo é igual
Não há tempo para diferenças
Respeite classes, cores e crenças

Esgotos sem tratamento e placas pela metade
Retratam a realidade e só aumentam o sofrimento
A cada esquina um novo bar, em cada bar uma sinuca
Cada um com sua culpa, cada qual com seu problema pessoal

Problemas pessoais que se transformam em sociais
O que não falta é solução e sim um pouco de retribuição
Para os poderosos ficarem cada vez mais poderosos
E para os pobres pagarem cada dia mais impostos

No caminho de volta eu conspiro a revolução
Peço ao meu Deus, a quem sempre posso e devo pedir perdão
Que não abandone e sempre tenha compaixão
Para com os meros mortais que ainda não encontram a soluçâo

3 comentários:

Anônimo disse...

é isso aeeee! \o/

bjoo fred! saudade! =]

Naná disse...

iradíssimo!!!!

principalmente a parte q os "os problemas pessoais viram problemas sociais"! ótima tirada, belo poema!
Parabéns p vc e p ela!

bjs, Marina.

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.