quinta-feira, 8 de maio de 2008

Madrugada

Um grito rasgou a canção da lua
Marcas de garras, marcadas de guerra
De selva, de pedra
Entregam a sereia nua, sua

Iluminada rastejando-se pela rua
Provocando-me desejos baixos
Vulgares subúrbios
Sujos como o fundo do mar

Sem ar, sem nada
Nada a perder e nada a ganhar
Tudo aposto, mesmo assim
Em um velho par

Uma dama e um valete, sim
Conservo o que penso certo
Respeito o que não
Então, deixe-me aqui

Escutando o luar chorar
Por não ter o sol
Ter somente o mar
Que não tem lá

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