A gente dançava pelo teto
Era certo que iríamos cair
Mas antes o impossível
Frações de segundos imóveis
Prensas, pressa, presas
Todas suspensas
E eu, propenso a acreditar
Preferi enganar
Pretérito imperfeito
Suspeito de não ter futuro
Muro que isola
Esmola que não consola
Escolhi a queda ao voo
Mesmo que não por total consciência
A inocência se perdeu faz tempo
E o assentamento dessa inquietação
Foi perdido
Ou até mesmo preterido
Nunca se sabe
terça-feira, 25 de abril de 2017
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