Barriga d'ar de um menino da rua
Perambula pelos sinais vermelhos
Parados os carros têm medo
Do ar cortar suas travas e vidros
Arrancam de uma força cavala
A bala que não mata fica caida no chão
Esmagada pela pressão do capital
A roda segura o menino a situação
Sem o verde do poder o outro fica longe
Desconhece aquele ar que sopra apertado
Sem ter pra onde ir, acaba acabado
Empurrando a poeira da escada
Não se lembra que um dia voo
Nos colos de um sonhador
Mas o adverso o tornou pequeno
Por causa do ar que não soprou
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Um comentário:
Você melhorou muito, rapaz.
Gostei do poema do orgulho também.
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