domingo, 22 de março de 2009

D'ar

Barriga d'ar de um menino da rua
Perambula pelos sinais vermelhos
Parados os carros têm medo
Do ar cortar suas travas e vidros

Arrancam de uma força cavala
A bala que não mata fica caida no chão
Esmagada pela pressão do capital
A roda segura o menino a situação

Sem o verde do poder o outro fica longe
Desconhece aquele ar que sopra apertado
Sem ter pra onde ir, acaba acabado
Empurrando a poeira da escada

Não se lembra que um dia voo
Nos colos de um sonhador
Mas o adverso o tornou pequeno
Por causa do ar que não soprou

Um comentário:

SW4 - Class 2012 disse...

Você melhorou muito, rapaz.
Gostei do poema do orgulho também.